Lucas Marchi
Como foi o início de sua carreira?
No começo me prometeram muita coisa e depois começaram a não cumprir, isto na agência em que eu estava. Eu comentei que iria começar o Fashion Week e disse que queria participar, mas me falaram que eu nunca iria conseguir. Disseram que eu não tinha altura nem perfil. Só então eu fui procurar outra agência que achasse que eu tivesse o perfil dos desfiles, Queria ir para uma agência grande como a Ford, aonde eu estou hoje.
Você sempre quis trabalhar como modelo?
Um primo me incentivou, ele falou que eu tinha jeito pra modelar.Quando vim pra São Paulo sabia que iria ter os desfiles e é claro que eu queria fazer algum, pelo menos 1 desfile. Só que a agência não queria, falaram que não iriam me mandar. Mas um booker me viu em algum lugar e procurou saber quem eu era. Disse que me queria em um casting que foi o primeiro que fiz e peguei o trabalho, a campanha da Spezzatto.
Fale um pouco de sua carreira internacional.
Esta correndo tudo muito bem. Fiz a última temporada em Milão e Paris, fotografei para a Costume National e fiz os shows.
Você fez trabalhos com gigantes da moda mundial. Tem como comparar com os
trabalhos que faz aqui?
Não dá para comparar. A maior diferença é a mídia, todo mundo fala : "Ah o muleque da Dolce & Gabanna", tanto que quando você chega aos castings, a primeira coisa que meu booker fala é isso.
Como foi fazer a campanha da Dolce & Gabanna?
Foram as campanhas de óculos, de roupa e underwear.Era eu, a Naomi Campbell, e mais um cara. Foi muito legal.
Fale mais dos trabalhos de peso que você tem feito.
Fiz a campanha de Kenzo,uma foto em que estou de roupa branca com o nariz sangrando. Também peguei Louis Vuitton, Kenzo, Jil Sander, CK Jeans e mais um monte de desfiles. Acho que vale a pena ir pra fora
trabalhar, mas na hora da remuneração não é bem assim . Você fica lá 4 meses, sofrendo, longe de tudo, longe dos amigos e no final eles acabam descontando muita coisa. Não sei de onde que eles tiram coisas que você
tem que pagar. Mas é bom . Eu sofri pra caramba, porque fiquei quase 1 ano e 2 meses viajando.
Você enfrentaria tudo isso de novo?
Eu trabalhei pra caramba, sei que posso crescer mais como modelo e trabalhar muito, mas é duro. Eu não sei mais se eu vou viajar este ano. Eu quero acabar minha escola, prestar uma faculdade,mas para isso eu preciso trabalhar, ter o meu dinheiro no final do mês.Acho que até agora o que eu fiz foi mais projeção de carreira,mais investi do que ganhei. Eu ganhei grana, comprei meu carro, tenho dinheiro pra comprar minha moto, minha casa e só .
O que exatamente mudou com sua ida para a Ford Models?
Tudo mudou. Eu adoro todo mundo lá. A respeito de trabalho também foi muito bom. Eles me deram muita atenção. O Décio me ajudou pra caramba. Uma vez eu precisei de um visto pra ir à Nova York e ele em 1 dia quebrou uma árvore, não foi nem um galho.Na outra agência não tinha nem Van pra ir aos castings. A Ford tem uma estrutura bem maior, tem muito mais clientes, mais contatos. Eu estou adorando lá.
No Brasil existe algum trabalho que você fez e considera o de maior importância?
Os trabalhos e a campanha do Alexandre Herchcovitch, e tantos outros importantes, mas estes foram os que marcaram pra mim.
E internacional?
Aí são muitos, vou citar os últimos. As campanhas para D&G, Costume National, e os editoriais da Arena inglesa e da revista Flaunt. Também fiz Cosmopolitan e fui capa da Numeró e GQ.
Hoje você é um dos rostos mais marcantes nas passarelas brasileiras e tem uma carreira sólida. Nunca pensou em jogar tudo pro alto?
Antes de fazer a campanha da D&G eu tinha parado de modelar. Fiquei 4 meses em casa sossegado , não estava mais trabalhando, não queria mais. Só que peguei a campanha da D&G e começou tudo denovo.
Qual o pior e o melhor da carreira de modelo?
O Melhor é o glamour, as viagens. O pior é ficar longe das pessoas que eu gosto.
Se derrepente você ficasse invisivel na Bienal , em plena SPFW , qual loucura que faria?
Entraria no camarim da Cia.Marítima e ficava lá sentado, bem no meio (risos).
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