ENTREVISTA - Ricardo Merini
O Pix conversou com Ricardo Merini (Joy Model), um dos modelos brasileiros de maior destaque da atualidade.
Em tom de bate papo descontraído, Ricardo falou contou um pouco sobre sua vida, carreira e planos para o futuro.
Pix – Essa primeira pergunta você já deve ter ouvido mais de um milhão de vezes, mas vou fazer de novo. Como começou sua carreira de modelo?
Ricardo – (Risos) Sou de uma cidade muito pequena, Rio do Sul, interior de Santa Catarina.
Participei de um concurso de modelos, fiquei entre os cinco finalistas, mas não ganhei. Então vim para São Paulo e comecei a modelar.
Pix – Como foi o começo? Foi muito difícil?
Ricardo – Olha, até que não. Três meses depois que comecei já estava em New York.
Minha primeira temporada foi excelente. Fui exclusivo da Prada e Miu Miu em Milão e em Paris, desfilei para Thierry Mugler, John Galliano, Emanuel Ungaro e Lanvin.
Pix – O que é o melhor e o pior na carreira de modelo?
Ricardo – O melhor com certeza são as viagens, aprender línguas e sempre conhecer novas pessoas, países e culturas diferentes.
E o pior. A solidão.
Pix – E esse estereótipo de vida de modelo? A maioria das pessoas acham que é uma vida fácil, só de viagens maravilhosas, muitas baladas e dinheiro?
Ricardo – Não é nada do que a grande maioria pensa. Trabalho muito e fico muito tempo sozinho. Em relação a baladas, não saio para aparecer na noite, faço o que quero fazer. Não gosto muito de ir a baladas para não me ``queimar´´.
Não acho muito legal um modelo encontrar sempre com produtores ou possíveis clientes em festas, aliás, não é nada profissional.
Pix – Muitos modelos estão no Brasil nesta temporada. Porque depois da temporada brasileira você não foi para o exterior como de costume?
Ricardo – A crise realmente chegou no mundo da moda. Pegou mesmo. No mesmo período do ano passado tinha muitos castings e quando estava no Brasil minhas agencias me chamavam para os trabalhos, mas temos que ser otimistas.
E também estou no Brasil porque estou estudando atuação. Decidi me dedicar às artes e estou adorando.
Pix – Conta para a gente a história do Quentin Tarantino.
Ricardo – Fui acompanhar uma amiga em um casting em NY e tive muita sorte de estar na hora certo e no lugar certo e encontrar com o Tarantino. Conversamos um pouco e ele disse que gostou do meu inglês, que não tinha muito sotaque e me indicou estudar no Actor´s Studios.
Pix – E aí? Vai encarar mesmo a carreira de ator?
Ricardo – Sempre gostei muito de atuar. Fiz muito teatro no colégio e agora estou levando a sério.
Estou estudando atuação na FAAP e também faço um curso de TV, depois sigo para New York para estudar, conciliando com a carreira de modelo.
Alexsandro Luiz
30.03.09-11h00
fotos:Alexsandro Luiz/reprodução.
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